quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cruzeirão 2011

Campanha horrível em 2011.

Vejamos, pois, quais os problemas, a saber:

Ataque: Perda de três atletas de velocidade, dois por venda, TR e Dudu, e um por contusão, Walisson.

Meio: Queda de rendimento de Roger, "falastrismo" do Gilberto, que desestabiliza o time, venda do Henrique e constantes mudanças em função de contusões, suspensões. Além disso, falta de peças à altura pra reposição.

Defesa: Venda do Gil, que não era craque, mas que vinha acertando a defesa, uma das menos vazadas até essa sequência sofrível...

Diretoria: Após anos de programação nas contratações, o clube vendeu na hora errada e não repôs. O Zezé conseguiu muitos títulos pelo Cruzeiro, tem, em geral, um saldo bem positivo, mas também vive de resultados, é a hora mesmo da saída. Espero que a oposição ganhe (Mas, PELAMORDEDEUS, desiste da chapa Vibrante, que vc não entende disso).

Técnico: O Joel, não é técnico de ponta, mas tem mais experiência e capacidade pra enfrentar essa situação. Sua queda deve ter se devido a algum problema interno.

Deste conjun to de fatores, a atual crise. Não é hora,entretanto, de ficar só na corneta.

O futebol, ÚNICO ESPORTE NO PLANETA PRATICADO QUASE EM SUA TOTALIDADE COM OS PÉS, daí sua dificuldade e imprevisão nos resultados, não se esclarece com apenas um ponto de vista.

Simbora Cruzeirão!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Feriado Grande

Engraçado como feriado GRANDE
é pequeno, não cabe dentro
de uma ampulheta que simula
sequer alguns minutos.

Grande
é a expectativa por vivê-lo.
E no durante, ali no meio
de período, entre um gole
e outro de cerveja, à beirada
da piscina, de barriga para
o ar, descobre-se que ele
se vai silenciosamente entre
os dedos, como um fluído
que as datas em vermelho nas folhinhas
não conseguem apreender:
 
São meras indicações do alívio
que cessará quando menos
esperamos. O feriado grande
infelizmente não nos emendou
à utopia da felicidade,
todavia, com certeza, tentamos,
com certeza não foi em vão.

Pelo menos descansamos a
expectativa, a angústia da espera
pelo gozo que eternize
a sensação de vento no rosto
com janela de carro aberta,
a sensação de bar, de piscina,
de campo, a sensação imensurável
de alheamento da guerra
da vida contra o dia útil.

Haroldo Lourenço

terça-feira, 26 de julho de 2011

Uma lágrima

Há um choro em mim que este menino mostra. Há um choro que vem do fundo do meu músculo que pulsa.

Veio-me por de trás do sangue, subiu-me pela garganta e brotou água em meus olhos.

Não eram lágrimas de dor, mas de uma saudade surda-muda que me fez encontrá-los.

Eles sorriam e disseram até breve. Se deram as mãos e ninaram meu menino.

Ainda é muito difícil sem eles, mas não teremos mais pressa.

Ficamos em carne, sal e água. Um dia a gente se vê e pulsamos juntos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Thaia...

Talvez seja difícil adolescer em tempos modernos... As expectativas são tantas, as opções mais ainda, a liberdade ainda em estado de restabelecimento de limites...

Talvez seja difícil pra gente, que olha de cima, sabermos o que vem por aí nessa geração que se prepara pra viver a continuação de nossa história...

Fácil é saber olhar pra você e ter orgulho da personalidade, do encanto, da altivez... 

Fácil é deixar a conversa rolar e se descobrir em tantos caminhos diferentes, mas em que carregamos os mesmos valores.

Difícil é não conter o orgulho frente à beleza, às palavras doces e a tanto sentimento que vem dessa garota que nos apaixona.

Talvez haja um motivo pra eu ter me tornado compadre de seus pais: arranjei uma desculpa única pra sempre te ver...

Tudo vale a pena- acredite, minha menina- se a alma não é pequena...

À minha querida sobrinha e afilhada Thaís, que chega à maioridade e deixa meus olhos a brilhar quando vejo o que vem por aí.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sobre respostas e conversas à noite

Todo mundo tem dúvidas. Todo o mundo, talvez....

Já há algum tempo que venho querendo escrever sobre uma postura ética de vida, sobre essa nossa forma de viver, etc.

Bem, em um mundo tão cheio de gente dizendo sobre o que é ter uma vida digna, sobre como se chega à felicidade, em um mundo em que se carrega desejos que não se sabe serem seus ou de outrem, em que buscamos muitas coisas que talvez nem a queiramos, é preciso buscar a raiz de nossos sentimentos e prazeres. É preciso ver o essencial pra chegarmos à algumas coclusões.

Sempre compartilhei de uma máxima liberal: Sua liberdade termina onde começa a de outrem. Pra mim, essa idéia deve ser expandida para que se chegue a um padrão ético de comportamento, ou seja: ser ético é não invadir a órbita alheia. Ora, mas isso se resolve em padrões religiosos, místicos, filosóficos? Pra mim, não. Ser ético significa não levar sofrimento a si ou a outrem. Padrões não importam em tal realização.

Mas o que é sofrimento? Se pensarmos em difententes países, essa idéia certamente não poderá ser compartilhada. Assim, pra que se chegue a uma visão mais certa, talvez pudéssemos dizer que ser ético seja respeitar a dignidade da pessoa humana. 

Este princípio sim, independente da religião, situação social, cultura, escolarização, encerram no sujeito uma forma de ser que permitirá uma vida mais próxima de nossos ideais de prazer e felicidade. 

Respeitar a nossa própria dignidade e a dos outros significa, em última análise, que o ser humano, espécie de sucesso neste planeta, poderá sustentar sua existência por muito mais tempo que podemos imaginar hoje. Poderemos, quem sabe, dessa maneira, ter bilhões de pessoas em situação emocional de menos tensão, mais vida.

Mas não se engane, ética não é a do outro mas a sua. Não chegaremos a lugar algum sem mudanças próprias. "É preciso ter foça, é preciso ter garra, é preciso ter fé na vida"!

Acho que essa é a única resposta que começo a visualizar, mas me responda você, o que é essencial nesta vida?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vai cavaleiro



Acorda. Põe os grãos no moedor. Faz o café. Toma a boa manhã. Abre as últimas janelas pro sol te cumprimentar. Vai ao terreiro. Espia a bica chegar na horta. Passa pelo curral, vê o leite saindo e depois, em casa, chegar no queijo. Belisca mais um pão e entra na manga.

Fecha o colchete, margeia a estradinha cavaleira. Rastro de bicho na frente. Olha-o lá no fundo. Lança o cabresto, controla o animal. Vai ao curral. Calça as botas, veste a calça, blusa fica aberta no peito, chapéu debaixo do sol.

Ajeita o estribo no pé, puxa a rédia, controla o bruto. Sente o vento passar por debaixo do chapéu. Trote controlado, passo aprumado, corrida no vento. Ensaio de uma vida mais simples: a doma, a monta, a diversão.

Agora, desce. Amarra o cavalo na árvore. Aproveita e nada. Dorso na água, flutua, pensa e vive. Deixa o sol te secar, veste a roupa, dá outra passada sobre o lombo, vai em direção a mais: passadas em serras, água e pedra, a dureza de uma vida mais forte.

Cavalo e cavaleiro levam a todos, não deixam ninguém.  E lá se vão, terra pisada, mato fechado,, desvio de vida.

Na volta, desce do bicho, ajeita a sela na madeira, depois leva-o pra molhar. Refresca o pelo, que sua vida já ficou mais leve.

Vai cavaleiro, entra em casa, se encaminha pro panhador d'água. Molha teu corpo, passa o sabão, enxerga teu rosta naquelas águas. Vê a correnteza, brinca de guerra, faz as pazes. Sai do teu leito, sobe, enxuga e coloca o chinelo. Troca palavras, bisca na noite. Vê teus iguais em vida.

Vai cavaleiro, sobe a serra, olha pra baixo, contempla teu mundo. Vê os meandros de teus rios, vê as palhoças, lembra do velho. Pede a benção da mãe, acalenta teu coração.

Entra no carro, respira eucalíptos, pega o asfalto, volta à cidade. Enfrenta a BR que a capital se aproxima. Vai cavaleiro, que as montas na metrópole te esperam. Sobe no bruto, dirige a estrada. Vai cavaleiro.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A pausa

Encontro-me em estado de pausa. Parei para ver o mundo mudar, passar na minha frente talvez. Parei para pensar, mesmo sob a ameaça de que terei de correr um pouco mais quando resolver pegar o tempo andando.

Mas até a pouco quando ainda seguia a marcha do tempo, treinei muito para conquistar a liberdade de correr um pouco mais que outros. Assim, poderei alcançar a moda, a estação, as datas, bastando apenas um pequeno esforço.

Pois quem para com intuio de se por "de fora" do ritmo que leva o mundo, acaba  percebendo melhor como a causa vai se desdobrando na consequência, com a precisão intuitiva de um  vidente.

Daqui da pausa, sentado no meio do caminho, praça metafísica, observo o movimento programado desse sistema louco chamado cidade. Nela, todos os sinais estão verdes para mim, e eu existo porque posso parar quando quiser.

Haroldo Lourenço

Minha casa e meus sonhos

 Hoje olhei pras paredes de minha casa. Pensei na melhora, gostei do que fiz. Fiz da parede meu retrato e da lembrança minha busca. Sorri ao...